13, novembro, 2013

Cresce consumo de espumantes na terra da caipirinha e da cerveja

Espumante brasileiro vem penetrando os lares cearenses, até porque tem mostrado qualidade e custo benefício bem atraentes

Sommelier Germana Cruxên
Sommelier Germana Cruxên

Na terra onde as pessoas optam pelo consumo de bebidas como a caipirinha e a cerveja, o espumante, tradicional da cultura francesa, vem se destacando e ganhando cada vez mais espaço. Há quem diga que esse crescimento se dá em virtude da sofisticação dos hábitos alimentares e do aumento da renda da classe média baixa, que anteriormente consumia a bebida apenas em datas especiais, como Natal e Ano Novo.

Essa realidade está mudando gradativamente e o espumante está deixando de ser uma bebida “sazonal” e caindo no gosto do brasileiro de forma mais rotineira. Segundo a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em 2011, a comercialização de espumantes no Rio Grande do Sul (estado responsável pela maior produção nacional), passou de 5,5 milhões de litros (em 2004) para 13,2 milhões de litros, registrando um crescimento de aproximadamente 140%.

De acordo com a sommelier Germana Cruxên, “o consumo mais intenso ainda é no fim do ano, quando há um salto de 30%, mas os consumidores estão aprendendo que o espumante pode fazer parte do seu dia a dia, como opção às bebidas mais consolidadas como a cerveja e, com isso, os supermercados mais populares estão investindo no aumento desse produto nas prateleiras”.

“Apesar dessa ascensão, os consumidores ainda precisam conhecer mais sobre o que é o espumante e quais alimentos são interessantes para o seu acompanhamento. Tudo isso ajuda na inserção da bebida no dia a dia”, complementa a sommelier.

Espumante do Grupo Miolo
Espumante do Grupo Miolo

No Ceará
Segundo o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), o consumo de espumantes no Brasil em 2012, aumentou 10%, enquanto que o consumo de vinhos finos brasileiros recuou de 4% no mesmo ano. A explicação é que, os vinhos sofrem forte concorrência dos vinhos importados, que aumentou o consumo em 2,4% em 2012. O estado do Ceará segue a média nacional e ele já representa, de acordo com o Grupo Miolo, que detém 40% do mercado, 7% do consumo do Norte e Nordeste. “No Ceará, o consumo de bebidas destiladas, ditas quentes, é ainda o produto mais consumido, atingindo mais de 60%. No entanto, o espumante vem ganhando espaço nas diversas comemorações corporativas e familiares o que justifica o aumento em torno de 10%”, comenta a sommelier Germana Cruxên.

Germana ainda diz que o baixo consumo de espumante no estado é um fator cultural. “Na França, por exemplo que é a criadora do champanhe, esse consumo é banal e cotidiano. É comum participar de um jantar com amigos regado à espumante ou champanhe, por exemplo. Aqui no Ceará, a cerveja ainda é a bebida que promove os encontros sociais e de convívio entre um grupo”, destaca. A sommelier afirma que o espumante brasileiro vem penetrando os lares cearenses, até porque tem mostrado qualidade num custo benefício bem atraente. Além disso, ele é sinônimo de status social para uma nova classe econômica emergente.

Para promover vinhos e espumantes já acontece há mais de dois anos no Ceará o projeto ‘Circuito Brasileiro do Vinho’. O projeto convida várias vinícolas a apresentarem seus produtos aos profissionais e consumidores finais.

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