30, novembro, 2012

Etiqueta do vinho

 

Está chegando a época mais esperada do ano para muitos. Período de reavaliarmos o ano que passou, começarmos a traçar metas para 2013 e principalmente entrarmos em um período de celebrações e comemorações. Ao olharmos nossos compromissos no mês de dezembro, vemos uma quantidade maior de almoços e jantares de confraternizações, amigos secretos, festas de empresas, geralmente acompanhados de grande exposição a bebidas alcoólicas. 
 
Na coluna de hoje darei algumas dicas sobre a etiqueta do vinho e (por que não?) do enófilo nesses eventos de final de ano.  
 
1 – Presentear uma garrafa de vinho é sempre uma atitude simpática. Creio que é um dos hábitos que deveríamos consumar com mais frequência. Em visitas a amigos e parentes ou em confraternizações, nada mais cordial do que presentearmos os anfitriões com uma garrafa de vinho. O que é costume em vários países, aos poucos ganha espaço em nossa cidade.
 
2 – Vinho não é preço. É o momento em questão, são as companhias.  Ao se procurar um vinho para presentear alguém ou levar para consumo no próprio evento, faça uso do seu conhecimento das características e gostos do anfitrião ou da pessoa a ser presenteada. O preço não deve ser o único guia para essa ocasião. Uma vez no Uruguai, ao tomar um vinho, percebi que no contrarrótulo havia a seguinte indicação de harmonização: “consumir preferencialmente com risos”, o que realmente deve ser o espírito desses momentos.
 
3 – Procure saber o que será servido e então escolha o vinho de acordo com o menu. Utilize a regra básica: para um evento em um restaurante de pescados, prefira os espumantes e brancos; já para um evento em uma churrascaria, prefira os vinhos tintos mais tânicos, encorpados. Assim se privilegia a harmonização e se extrai mais dos elementos à mesa. 
 
4 – Confirme a etiqueta da rolha do local. Alguns restaurantes cobram um valor pela bebida trazida pelos clientes, assim como outros não permitem tal fato.  Confirme previamente se a casa aceita que o cliente carregue seu vinho, qual o valor cobrado, e avise se for levar a garrafa. É importante também conhecer com antecedência a carta de vinhos para não levar uma bebida que seja vendida na casa. Se a rolha não for cobrada, compense a cortesia na taxa de serviço. Deixe, por exemplo, 15% em vez de 10%.  
  
5 – Consuma com moderação. Essa é a grande dica para evitar os famosos vexames em festas e eventos de final de ano. Gosto de uma frase dita em tom de brincadeira no Ceará, “quem não aguenta bebe água!”. O que realmente faz sentido, uma vez que nada mais desagradável do que uma pessoa que bebeu demais ao seu lado.
 
6 – Evite virar um enochato. Em eventos com colegas de trabalho e familiares que não possuam grande familiaridade com os vinhos, evite fazer todo o ritual que se faz em uma degustação técnica, por exemplo. O girar das taças, as análises profundas e, claro, a cuspideira são altamente dispensáveis. O que se objetiva é um momento de descontração durante o qual ninguém é obrigado a ouvir o seu discurso sobre a Botrytis cinérea e suas variações genéticas.
 
7 – Compartilhe sua garrafa. O vinho nos proporciona a possibilidade de harmonizações diversas. Em uma mesa, quando há mais de uma garrafa aberta, nada mais educado do que oferecer uma taça aos outros convidados. É de bom tom que esse ato de simpatia seja recíproco.
 
8 – Anfitrião mantém os copos cheios. Sim, é dever do anfitrião estar atento com o serviço da bebida, fazendo com que as taças estejam sempre abastecidas e o vinho, na temperatura correta. A sequência dos vinhos a serem servidos também fica por conta do responsável pelo evento ou anfitrião. 
 
Na próxima semana abordaremos a sequência de serviço dos vinhos em refeições e eventos. 
 
Saudações Vínicas!
 
 
Paulo Elias é sommelier e diretor de Importação do Grupo Parque Recreio. Já importou alimentos e bebidas de mais de 20 países e visitou diversas regiões vinícolas a convite de importadoras. É diretor de marketing e um dos fundadores da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS– CE). Ministrou cursos e palestras sobre vinhos e participou da Expovinis por três anos consecutivos. Além disso, é professor nos cursos de Pós-Graduação em Comércio Exterior da UNIFOR, Estácio/FIC, Faculdade CDL e FIEC.
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