24, setembro, 2013

Macarrão garante energia durante gravidez

Nesta fase, o organismo das grávidas está a todo vapor e o carboidrato fornece ainda vitaminas do complexo B e minerais como o magnésio

 
Spaghetti ao Azeite com Salmão e AbobrinhaÉ muito comum ouvir sobre os desejos das grávidas. Algumas mulheres têm vontades inusitadas, outras nem tanto e, algumas, nem têm desejos. Mas uma coisa é certa, neste período muitas mudanças acontecem na vida da mulher: a começar pela alimentação. A Pelaggio, marca da M.Dias Branco, dá dicas de como montar um plano alimentar ideal para o período da gestação utilizando o macarrão como fonte principal de carboidrato.

A nutricionista Fabiana Fontes, da Equilibrium, consultoria da Pelaggio, explica que durante a gravidez a mulher precisa de uma alimentação balanceada e nutritiva.

Neste período, o organismo da mulher está a todo vapor e esse é um dos motivos para fazer refeições completas, compostas por ingredientes de todos os grupos da pirâmide alimentar: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. “O macarrão é uma opção prática e saborosa de carboidrato. Além disso, a massa conta ainda com vitaminas do complexo B e outros minerais como magnésio”, diz Fabiana.

Segundo a nutricionista, para as grávidas prepararem um prato de macarrão ideal é preciso incluir acompanhamentos, como saladas com verduras e legumes bem coloridos, proteína animal magra (filé de frango grelhado) e grãos (feijões ou leguminosas). “Assim como as frutas, esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras, essenciais para uma gestação saudável. Outra opção de combinação com a massa são as sementes oleaginosas, como as castanhas”, ressalta a nutricionista.

Para amenizar os enjoos, que podem ocorrer principalmente no início da gravidez, a dica é comer sempre pequenas porções e não passar grandes intervalos em jejum. “Evitar excessos de doces, açúcares e gorduras saturadas, frituras e condimentos é uma forma de contribuir ainda mais para uma gestação saudável”, complementa Fabiana.

Além da massa como fonte de carboidrato, a nutricionista explica o que não pode faltar na dieta das grávidas:

– Proteína: indispensável para o desenvolvimento das células do bebê e para a placenta. É encontrada principalmente em carnes, ovos, leite e leguminosas como feijão, soja, grão de bico, lentilha e ervilha.

– Cálcio: essencial para formação óssea do feto e para a contração muscular. Os alimentos ricos em cálcio são leite, iogurte, queijo, gergelim e alguns vegetais como brócolis. O iogurte favorece ainda o crescimento da flora bacteriana intestinal que aumenta as defesas do organismo, diminui a formação de gases e auxilia o funcionamento do intestino.

– Vitamina D: ajuda na formação das células e no desenvolvimento de ossos e dentes da criança. Suas principais fontes são gema de ovo, fígado, leite, manteiga, margarina, vegetais verdes escuros e amarelos.

– Vitamina C: esta vitamina é de grande importância para o desenvolvimento, construção e reparação dos tecidos, na cicatrização, no crescimento e desenvolvimento ósseo do bebê. As melhores fontes de vitamina C são frutas (laranja, mexerica, limão, acerola, kiwi, cereja, caju, morango e tomate), batata, repolho e tomate. A dica para melhor aproveitar esse nutriente é consumir sucos feitos na hora!

– Ferro: importante na formação das células do sangue. Fontes: carnes vermelhas e vísceras como bife de fígado, leguminosas (feijão, lentilha, etc.), legumes e verduras verdes escuras e ovos. A ingestão de sucos ou alimentos ricos em vitamina C, por exemplo, kiwi e suco de laranja, junto às refeições, melhora a absorção de ferro no organismo.

– Vitamina A: ajuda na formação das células e no desenvolvimento de ossos e dentes da criança. Fontes: gema de ovo, fígado, leite, manteiga, margarina, vegetais verdes escuros e laranja (cenoura e rúcula) e frutas de cor alaranjada, como mamão e manga.

– Ácido fólico: o nutriente ajuda na formação das células brancas e vermelhas do sangue. É essencial durante a gestação para ajudar na produção aumentada de sangue, necessária para o feto e a placenta. Também auxilia na formação do material genético de cada célula. Para reter esse nutriente, a nutricionista sugere vegetais verdes escuros, fígado, gema de ovo, abacate, abóbora, melão, cereais integrais e gérmen de trigo.

– Ômega 3: é um ácido graxo (gordura) importante para o desenvolvimento e formação do cérebro do bebê. Suas principais fontes são óleos vegetais, semente de linhaça e peixes de água fria, como sardinha, arenque e salmão.

– Fibras: as fibras aumentam a saciedade, controlam o colesterol e contribuírem para o bom funcionamento intestinal. As fibras estão presentes nas frutas com casca (maçã, pêra, laranja, tangerina), verduras, aveia, linhaça e chia.

A nutricionista faz ainda um alerta para as futuras mamães que se preocupam em perder peso durante a gravidez. “A gestação não é época para fazer dietas restritivas, ou seja, para perder peso. É preciso armazenar energia para o desenvolvimento do bebê”, ressalta Fabiana. “No entanto, estar bem alimentada não significa comer em excesso, muito menos por dois. O importante é fazer as escolhas certas em relação à qualidade dos alimentos e não à quantidade. A grávida pode exceder em até 300 calorias a sua dieta alimentar, lembrando que o ideal para mulheres é cerca de 1800 calorias por dia”, completa.

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