16, outubro, 2012

Muito trabalho e inovação

 

Como começou nesta carreira?
Iniciei com 18 anos, pois precisava trabalhar e também já tinha gosto por gastronomia. Naquele momento surgiu uma chance de ser cozinheiro em um restaurante.  
 
Foi difícil?
Sim, foi difícil pois na época a profissão não era reconhecida.
 
Por que escolheu a gastronomia?
Minha mãe tinha uma maneira espetacular e caprichosa de cozinhar. Isso me chamava muito a atenção. Acho que ali o dom foi despertado. Quando percebi já estava envolvido e, o melhor, sempre disposto a descobrir os sabores. Variações de doce com salgado, neutro com forte, e assim iam surgindo novas combinações.
 
Que caminho levou você ao Gran Marquise?
Morava fora. Ao visitar Fortaleza reencontrei um amigo que por coincidência chefia o setor de Alimentos e Bebidas do Gran Marquise. Olegário Martins encaminhou meu nome e assim chegamos num entendimento agradável para todos. Voltei para a minha cidade no que mais gosto de fazer e em grande estilo.
 
Como é estar a frente de um hotel que preza tanto pelo requinte de sua culinária?
Primeiramente, é um grande prazer fazer parte de um grupo que tem em sua essência e história a valorização de uma gastronomia mais requintada e inovadora. Tenho como desafio continuar cada vez mais inovando, criando e divulgando esse legado.
 
De onde vem a inspiração para eles?
Do orgulho de fazer gastronomia, de muitas pesquisas, emocionantes viagens pelos livros e lugares, conhecendo novas culturas do mundo inteiro, onde cada lugar tem seus sabores e nenhum é igual ao outro. A mistura de todos me fascina. Quanto mais crio mais tem para criar, é uma fonte inesgotável.
 
Como é seu dia a dia como chef?
Corrido. Em busca de resultados, inovação, satisfação e qualidade.
 
Hoje, quais são os principais desafios?
Contribuir para que a gastronomia cearense seja mais valorizada e os profissionais sejam bem mais reconhecidos e melhor remunerados.
 
Como os novos profissionais chegam às cozinhas?
Muitos deles acham bonito ser chefe de cozinha, mais não tem idéia o quanto o trabalho é duro. Os que realmente tem o dom e garra para a gastronomia terão a certeza do crescimento e espaço reservado no mercado.
 
Recomendaria os jovens optar pela gastronomia como profissão?
Sim, mais tem que amar a profissão. Todo mudo pode cozinhar,  mas exercer a profissão de  cozinheiro é sinônimo de muito trabalho e inovação constante. Aqui no Nordeste, que está cada vez mais em expansão, a profissão ainda não é bem reconhecida. lembro que o profissional vai abdicar de várias datas comemorativas com a família enquanto a maioria se diverte.
 
Como você percebe o desenvolvimento da gastronomia cearense?
Hoje há incentivo das faculdades e do  SENAC iniciando a profissionalização e preparando para o mercado local.  Os eventos gastronômicos estão acontecendo a cada dia e sempre com maior repercussão. Exemplo disso é o evento "Prazeres da Mesa ao Vivo Itinerante"  que vem a Fortaleza a cada ano. Fora outros que acontecem nos restaurante e hotéis.
 
O que ainda é preciso fazer?
Falta mais escola para formar cozinheiros e incentivo por parte das empresas do ramo. Temos bons cozinheiros locais que nunca viajaram para conhecer outras culturas, aprender novas técnicas e trocar conhecimento. Considero isso super importante. Criar uma associação dos cozinheiros com objetivo de promover encontros e promover união e a troca de informação entre todos os profissionais. Mostrar o trabalho que tem sido feito pela equipe e promover concurso  para que possamos ficar mais competitivo no mercado e  divulgar o trabalho e a cultura a nível nacional.
 

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